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 AGENDA CULTURAL 

7ª BIENAL DE ARTES PLÁSTICAS DA MARINHA GRANDE

Resumo
A 7ª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande – “Prémio Pintor Fernando de Azevedo” decorre de 20 de Setembro a 19 de Outubro de 2008, no Parque Municipal de Exposição, sito na Boavista, Marinha Grande.

Descrição

7ª BIENAL DE ARTES PLÁSTICAS
PRÉMIO PINTOR FERNANDO AZEVEDO

A 7ª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande – “Prémio Pintor Fernando de Azevedo” decorre de 20 de Setembro a 19 de Outubro de 2008, no Parque Municipal de Exposição, sito na Boavista, Marinha Grande.

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande que, deste modo, dá continuidade ao ciclo de Bienais iniciado em 1996.

Trata-se de uma mostra de obras de arte, apresentadas a concurso sob o tema “O Vidro na Arte, a Arte do Vidro”, que evoca o “vidro” nas mais diversas vertentes. Em paralelo com a exposição, realizam-se outras mostras temáticas, workshop’s, ateliers para crianças, desfile de moda e diversas actividades de animação cultural.

À semelhança das edições anteriores, a Bienal tem como objectivo internacionalizar a vocação vidreira da Marinha Grande, salientando:

a) As suas competências na Arte do Vidro e a vontade cultural dos seus Autarcas;

b) A vontade de ser representativa nos mercados e, no futuro imediato, uma válida opção na contemporaneidade artística do vidro.

A 7ª edição da Bienal de Artes Plásticas conta com o alto patrocínio da empresa garrafeira Gallo Vidro, S.A – Grupo Vidrala.

P R O G R A M A
>> clique aqui


O PRÉMIO PINTOR FERNANDO DE AZEVEDO

A decisão da Câmara Municipal da Marinha Grande de associar o nome do Pintor Fernando de Azevedo ao Prémio da Bienal de Artes Plásticas, remonta à 5ª edição, realizada em 2004.

É a demonstração do justo reconhecimento de um artista que realizou uma obra de grande mérito e revela a nobre intenção de homenagear uma personalidade, a todos os títulos notável que, desde o início, apoiou a iniciativa da realização de uma Bienal ligada à arte do vidro.

Em vida, o Pintor Fernando de Azevedo entendeu a Bienal como um acontecimento digno de registo, não só no contexto de uma região com larga tradição e responsabilidade na indústria e na arte vidreiras, como no contexto alargado do nosso País.

Como homem de cultura e como crítico de arte, Fernando de Azevedo desenvolveu um trabalho com grande consciência, rigor e respeito pelos artistas, particularmente pelos mais jovens, a quem gostava de incentivar.

Nos inúmeros júris em que participou e a que presidiu, Fernando de Azevedo detectava valores emergentes e as múltiplas referências estéticas e culturais em presença nas obras que analisava, devido à sua extensa cultura e ao profundo conhecimento das expressões artísticas e das respectivas técnicas e linguagens.

Para além do grande pintor que era, Fernando de Azevedo agiu sempre com a isenção de um autêntico pedagogo e com o distanciamento de um conselheiro que sabia entender as motivações subjacentes dos artistas.

Disponibilizava-se para apoiar iniciativas de entidades que lhe provassem estar interessadas em promover a actividade artística com critérios de qualidade e de actualidade estética. Foi assim que acompanhou o percurso de três edições da Bienal de Artes Plásticas na Marinha Grande.

O Prémio Pintor Fernando de Azevedo, presta homenagem à obra do artista e ao imperativo de cidadania que o levou a dedicar grande parte da sua actividade às artes e à cultura, e os seus últimos anos de vida à Presidência da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Os incentivos à inovação e à criatividade, tanto na arte do vidro como nas outras artes que irão concorrer às bienais, são condições que o pintor Fernando de Azevedo considerava indispensáveis à vida e urgentes para o desenvolvimento da consciência estética e cívica dos cidadãos e, consequentemente, para a humanização da sociedade a que pertencemos.

Texto adaptado de Emília Nadal
Presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes

FERNANDO DE AZEVEDO  | 1923 – 2002

Nasceu em 1923 em Vila Nova de Gaia.
Fez o Curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
Pintor e artista gráfico.
Casou com Emília da Piedade de Sousa Virote, em Agosto de 1951.
Exerceu intensa acção no campo da crítica de arte, na organização e direcção de montagem de exposições em Portugal e no estrangeiro e realizado trabalhos de museografia.
Foi um dos criadores do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1947, tendo participado na primeira Exposição do Grupo em 1949 e na Exposição Surrealista na «Casa Jalco», Lisboa, em 1952. Integrou as Comissões Directiva e Executiva do Movimento Democrático dos Artistas Plásticos em 1974, tendo sido um dos 48 artistas que, no mesmo ano, executaram o Painel do 10 de Junho dedicado à Revolução de Abril.
Foi membro designado para o primeiro Conselho Nacional da Cultura criado pelo Secretário de Estado da Cultura, Dr. David Mourão-Ferreira, em 1976.
 Fez parte da Comissão Organizadora do Instituto Português do Património Cultural (I.P.P.C.) e da Comissão Organizadora do Museu Nacional de Arte Moderna do Porto, hoje Casa de Serralves.  Ilustrou e dirigiu graficamente numerosas publicações.  Na área do Teatro  realizou cenários para a peça «Volpone» encenada por António Pedro no Teatro Experimental do Porto, e para a ópera «Livietta e Tracollo» de Pergolesi produzida pelo Grupo Experimental de Ópera de Câmara.
Colaborou com o Grupo Gulbenkian de Bailado, designadamente como consultor, sendo também autor dos cenários dos bailados «Mosaico», «Sílfides», «Cinco Poemas de Amor» e «A Voz de Deus na Solidão», os dois últimos com cenografias de Vasco Wallenkamp.
Foi Presidente da Direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes (S.N.B.A.) entre 1979 e 2002.
Sócio Correspondente da Academia de Belas Artes e Membro Titular da “Academie Européene des Sciences, des Arts et des Lettres”.
Foi Presidente da Direcção da Cooperativa de Gravadores Portugueses «Gravura» entre 1962 e 1974, e Vice-Presidente da «Association Internationale des Critiques d´Art» (A.I.C.A.) e também Presidente da Secção Portuguesa, membro do Conselho Geral da Comissão Nacional da UNESCO e do Conselho Consultivo do I.P.P.C.
Exerceu as funções de Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, e de Director Artístico da Revista «Colóquio-Artes», onde também fez regularmente crítica de arte.
São inúmeras as suas participações em exposições, em Portugal e também no estrangeiro.
Obteve, entre outros, os seguintes prémios: Menção Honrosa na IV Bienal de São Paulo (1953); Medalha de Prata, como decorador, na «Expo´58» de Bruxelas; 1º Prémio de Pintura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian (1962).
Representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) hoje Museu do Chiado, Museu Nacional de Arte Moderna – Casa de Serralves – Porto, Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian (CAM), e várias colecções em Portugal e no estrangeiro.
Condecorado pelo Presidente da República, Doutor Mário Soares, com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Casou em segundas núpcias com Maria Isabel Freitas Pinto de Azevedo, em Abril de 2000.
Faleceu em 28 de Agosto de 2002.


HOMENAGEM DA 7ª BIENAL DE ARTES PLÁSTICAS
GUILHERME CORREIA

Na 7ª edição da Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande 2008, a Câmara Municipal da Marinha Grande vai homenagear: Guilherme Correia.

CORREIA, Guilherme Augusto de Oliveira
Nasceu na Marinha Grande, no dia 30 de Dezembro de 1923. Aguarelista de feição Naturalista. Exímio Retratista, Paisagista e Marinhista. Faz parte de uma Família de consagrados artistas plásticos, entre os quais seu Pai, Mestre João Correia, que se notabilizou na Arte de pintar a óleo e aguarela e autor dos cenários para o Teatro Nacional D. Maria II (à época); e seu irmão, o Escultor Joaquim Correia, ex-Director da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Os seus filhos seguiram também o mesmo caminho, Pedro Correia com os cursos de Pintura e Arquitectura e Paulo Guilherme também dedicado à pintura.

É Autor do símbolo e respectiva «Medalha de Turismo de Leiria/Rota do Sol» e do logotipo para a Câmara Municipal da Marinha Grande, alusivo aos «250 Anos do Vidro». Teve a seu cargo a Direcção Artística da Companhia Industrial Portuguesa e também da «Fábrica Santos Barosa» (Marinha Grande). Foi convidado pela Câmara Municipal de Leiria a executar uma Aguarela alusiva à «Cidade de Leiria» para oferta ao Presidente da República, Dr. Cavaco Silva (2007).

Guilherme Correia, sempre dedicado à aguarela, está representado no Museu Maria da Fontinha, em Castro d’Aire e em diversas colecções particulares, entro e fora do País.

Teve a seu cargo a Direcção Artística da Companhia Industrial Portuguesa e também da Fábrica Santos Barosa.

Expôs na II Bienal dos Artistas de Leiria, promovida pela Câmara Municipal da Leiria, fazendo também parte da sua organização.

Esteve presente nas cinco Bienais de Alenquer, na qualidade de Artista Convidado.

Exposições individuais mais destacadas na Galeria Capitel (Leiria), nos anos 1974, 1982, 1984, 1993, 1995 e 1998.

Convidado pelos artistas internacionais, para estar presente no Centro Cultural de Nova Iorque, em Barcelona, nas Caraíbas em Tóquio (2006).

Autor da aguarela “Leiria”(2007) – encomenda da Câmara Municipal de Leiria para oferta, já concretizada ao Presidente da República Cavaco Silva.

Autor do retrato do Professor Marcelo Rebelo de Sousa e também para o Conservatório de Artes de Leiria, Praça Rodrigues Lobo.

EXPOSIÇÕES

Exposições Individuais: (selecção) «Galeria Capitel», Leiria (1074, 1982, 1984, 1993, 1995, 1998, 2000 e 2003) e «Galeria Castelo S. Jorge», Lisboa, a convite da Embaixada da Bélgica, em Portugal (1991).

Exposições Colectivas: (53) Leiria, Marinha Grande, Porto e Lisboa.

Exposições no Estrangeiro: (selecção) «Centro Cultural de Barcelona», Espanha (2000); «Centro Cultural de New York», EUA (2002); «Exposição Artistas em Miami», Florida, EUA e «Exposição Federação da Cultura Portuguesa» (2003); «Centro Cultural de Tóquio», Japão (2000 e 2006).

Bienais/Salões: «II Bienal Arte Plásticas», organizada pela Câmara Municipal de Leiria (1996); I e II Bienal de Artes Plásticas, Marinha Grande (1996 e 1998) e I , II, III, e IV Bienal Arte Figurativa», Alenquer (1998, 2000, 2004 e 2006).

Antologiado: «Colecções Atelier», Documentário Filmado (VHS), Produções Anifa Tajú (Vol. 2), «Naturalismo: Arte Maior – Alguns dos Melhores Aguarelistas Portugueses», Lisboa (2002), de Afonso Almeida Brandão.

Colecções Particulares: Portugal, Espanha, EUA e Japão.

Representado: Museu Maria da Fontinha (Castro D’Aire); Museu João Mário (Alenquer), Museu Joaquim Correia (Marinha Grande); Acervo «Galeria Capitel» (Leiria); Acervo Câmara Municipal de Leiria; Acervo Conservatório de Artes de Leiria.

Colecções Privadas: Joaquim Vieira (Leiria) e Dr. Marcelo Rebelo de Sousa (Lisboa).

Escreveram sobre a sua obra: Afonso Almeida Brandão, Ângela Belgama, Basílio Artur Pereira, Carlos Eugénio, Francisco Vieira da Rosa, Manuel Bontempo e Saúl António.

In Brandão, Afonso Almeida (2007: 83))“O Figurativo nas Artes Plásticas em Portugal no Século XX”    


      RECORDANDO AS BIENAIS

1ª Bienal de Artes Plásticas – 1996

Foi em 1996, que a Marinha Grande iniciou o seu ciclo de Bienais de Artes Plásticas, exposição que ficou claramente marcada pela sua ligação com o Vidro e, desta forma, à história do Concelho.

Nesta primeira iniciativa, abriu-se o caminho à democratização de talentos locais, ao entendimento e à aceitação das decisões dos jurados. A exposição teve lugar no Palácio Stephens, entre os dias 10 e 15 de Julho de 1996.

Nesse ano, o escultor e pintor Mestre Joaquim Correia viu a consagração da sua obra. Mais tarde, foi inaugurado o Museu Joaquim Correia (antigo palacete da família Taibner), edifício recuperado para exposição das suas obras onde se encontra em exposição permanente o espólio artístico do escultor, oferecido ao Município da Marinha Grande.

O Mestre Joaquim Correia nasceu na Marinha Grande, a 26 de Julho de 1920. Frequentou o curso Superior de Esculturas na Escola Superior de Belas Artes, curso que finalizou na Escola de Belas Artes em Lisboa. Mais tarde, leccionou nesta escola, chegando a sub-director e director da escola.

Em 1966, foi eleito Vogal Correspondente da Academia Nacional de Belas Artes. Em 1971, foi eleito Sócio-Efectivo da mesma Academia. Foi membro do Conselho do Fomento Cultural do Instituto de Alta Cultura. Vogal da Junta Nacional de Educação, presidiu à Comissão Instaladora do Museu Nacional do Vidro e foi Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e “Des Arts et lettres”, em França.

Recebeu várias Menções Honrosas, várias Medalhas, como a medalha de ouro na Exposição Internacional de Bruxelas, e vários prémios em diferentes exposições, como, por exemplo, o prémio “Soares dos Reis” e o 2º Prémio de Escultura da Fundação Calouste Gulbenkian.

Autor de numerosas estátuas, medalhas (realizadas para o país e estrangeiro), apresentou os seus trabalhos em exposições nacionais e internacionais. Está representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea em Lisboa, no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto, no centro de Arte Moderna na Fundação Calouste Gulbenkian e em várias colecções particulares nacionais e internacionais.

2ª Bienal de Artes Plásticas – 1998

Em 1998, a Câmara Municipal da Marinha Grande inaugurou o Museu do Vidro, concretizando um dos mais antigos desejos da população local. Para o efeito, adaptou-se o espaço museológico do palácio da família Stephens. Este Museu teve a sua origem na recolha de testemunhos históricos e na competência dos artistas do vidro da Marinha Grande, da sua conhecida indústria vidreira e das suas colecções artísticas.

Nesse ano, o tema da exposição foi “Vidro/98”. Nesse ano, a Marinha Grande comemorou, em paralelo com a 2ª Bienal de Artes Plásticas, 250 anos da sua indústria videira. A exposição decorreu entre os dias 20 e 26 de Junho de 1998.

Foi então que Júlio Liberato dos Santos, artista marinhense de vidro, com reputação internacional, viu a consagração da sua obra. Júlio Liberato dos Santos nasceu em 1933 e muito cedo se tornou aprendiz na Fábrica de Vidros da Marinha Grande, com apenas 12 anos.

Desde então passou por várias fábricas como a Fábrica Angolana, Fábrica de Vidros Vicris, chegando a exercer o cargo de Mestre Vidreiro na Fábrica de Vidros Dorsteenhutte, na Alemanha. Mais tarde, foi para a Austrália, onde trabalhou na indústria do aço, seguindo o seu percurso em Nova Gales do Sul como Director Vidreiro nas Indústrias de Iluminação Philips. Em Newcastle, leccionou vidro soprado e foi onde realizou a sua primeira exposição com bastante sucesso. Foi professor coordenador no Caufield Institute of Techonologie, e actualmente ainda labora no seu próprio atelier onde trabalha para o desenvolvimento de novas práticas na arte do vidro.

Esta 2ª Bienal apresentou um nível mais exigente, selectivo e pedagógico, sendo que o acesso à exposição foi feito através de um concurso nacional constituído por um conjunto de júris qualificado que integravam a Sociedade Nacional de Belas Artes, da Cooperativa Árvore, da Casa de Serralves e da Câmara Municipal da Marinha Grande. O valor do 1º Prémio foi de 7500€, acompanhado por um Prémio Revelação no valor de 2500€. Neste ano não foi atribuído um primeiro prémio, no entanto foram adquiridas diversas obras que ultrapassaram o valor do 1º prémio.

3ª Bienal de Artes Plásticas - 2000

No ano 2000, o Concurso Bienal de Artes Plásticas decorreu de 21 de Outubro a 19 de Novembro. Neste ano o concurso Bienal de Artes Plásticas teve a sua internacionalização, sendo o tema deste ano “O Vidro Ano 2000”, permitindo um maior horizonte de convívio e relação com outras culturas plásticas.

Em simultâneo com a primeira semana da Bienal, decorreu a 1ª edição do 1º Salão Internacional do Vidro, com o intuito de reforçar a ideia de “Marinha Grande como a capital do vidro”. O salão funcionou como uma união entre a Indústria do Vidro e as Artes Plásticas e por acréscimo divulgou as mais-valias na formação profissional.

O premiado do concurso “O Vidro Ano 2000” foi António Santos, de Guimarães, com a Obra “Uma Mão Mista”. Foram destacados com menção honrosa os artistas: António Gonçalves, com uma obra sem título; D. Fonseca, com a obra H2O; Nettie Burnet, com a obra “Glass” e Severino com as obras “Elogio do Conhecimento” e “Proponendo Enigmas Alos Ombres”. A obra premiada ficou em posse da Câmara Municipal, e o autor recebeu um prémio de 10000€.

Neste ano, foi consagrada a obra de José Manuel Roque de Jesus Libano (nascido a 11/02/1931). A obra deste artista foi produzida na primeira fase do ciclo de vida do vidro. Libano trabalha ao calor do fogo e do forno modelando na “obragem” a massa vítrica incandescente até às formas finais que dão origem à sua criatividade.

A obra de Mestre Libano “Musicalidade de fino timbre cristalino” é produzida quando o vidro, ainda por acabar, serve de suporte para o trabalho final do lapidário e para a gravação das formas a ácido e à roda. José Libano fez a sua instrução primária na Marinha Grande e, de seguida, o curso secundário de pintor de vidros. Começou por ser empregado da Caixa de Previdência Vidreira, passando mais tarde para o lugar de lapidário na Fábrica Stephens. Em pouco tempo conseguiu adquirir grandes conhecimentos sobre todos os processos relacionados com o vidro, a decoração de cristal...

Apesar de aos 25 anos já apresentar aptidões extraordinárias nesta arte, para desenvolver ainda mais os seus conhecimentos, foi para Lisboa onde frequentou as aulas nocturnas da Sociedade Nacional de Belas Artes e também o atelier do escultor Lagoa Henriques. Foi convidado para trabalhar na Fábrica Angolana de Vidros e Cristais na qual produziu uma grande quantidade de trabalhos marcados pela sua criatividade e qualidade.

Em 1971, leva a efeito uma exposição de pintura em simultâneo com trabalhos de cristal, a primeira do género feita por um marinhense, sendo que o seu resultado foi um enorme sucesso. Após o 25 de Abril, desgostoso pela ingratidão por parte dos seus colegas, reforma-se, no entanto, nunca deixou de produzir as suas obras de arte. Os seus trabalhos fazem parte de inúmeras exposições, quer nacionais, quer internacionais. Para além da sua actividade de decorador vidreiro, dedicou-se à pintura a óleo, aguarela e desenho.

4ª Bienal de Artes Plásticas – 2002

A 4ª Exposição Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande, patrocinada integralmente pela Empresa Ricardo Gallo, teve lugar entre os dias 7 e 22 de Setembro de 2004 e apresentou como temática “O Vidro na Arte, a Arte no Vidro”. Esta foi a segunda edição aberta aos artistas internacionais.

Nesta edição da Bienal de Artes Plásticas, o vencedor foi J. M. Bustorf (de nacionaldade alemã), com a peça “Duchamp em Marinha Grande”. O vencedor recebeu um prémio de 10.000€, tendo a obra premiada passado a pertencer à Câmara Municipal.

Neste ano, a homenagem da Bienal foi dirigida a dois artistas: António Esteves (nascido a 01 de Julho de 1953) e Vítor Aquino (nascido a 12 de Dezembro de 1929).

O percurso de António Esteves passa pela Fábrica Escola de Irmãos Stephens, como aprendiz de vidreiro, como oficial de vidro e mais tarde chefe de equipa da FEIS. Foi estagiário na Suécia, ingressou na Empresa Crisal, frequentou o curso de formação pedagógica do Crisform, entre outros.

Durante o seu percurso, recebeu o prémio da melhor “Peça de Artesanato Moderno”, leccionou o curso de formação do Fundo Social Europeu, realizou cursos de formação profissional na empresa “Protea-Cristais da Madeira” e participou em várias exposições, nas quais alcançou dois primeiros prémios e uma menção honrosa. Foi condecorado pela Câmara Municipal da Marinha Grande com as medalhas das comemorações e ofereceu ao Presidente da República Jorge Sampaio uma garrafa de 6 vinhos.

Vítor Aquino iniciou a sua actividade na Fábrica Tomás Órfão da Marinha Grande, passando pela Casa da Antiguidade em Lisboa, pela Fábrica de Vidros da Marinha Grande, pela montagem de uma oficina de lustres e pela Alemanha na empresa Villeroy Boch (uma das principais empresas de porcelanas e cristais). Participou em várias exposições, e foi convidado a integrar a Associação de Artistas de Wadgassen.

Depois de se estabelecer por conta própria, regressou à Marinha Grande e continua até hoje a produzir peças artísticas.

5ª Bienal de Artes Plásticas – 2004

A 5ª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande decorreu entre os dias 9 e 31 de Outubro e teve lugar no Parque Municipal de Exposições com a temática “O Vidro na Arte, a Arte no Vidro”.

Na exposição deste ano, o prémio “Prémio Fernando de Azevedo” foi atribuído a Conceição Cabral, com a obra “O outro lado”. O prémio desse ano associou-se a Fernando Azevedo como forma de homenagear um homem cuja vida foi dedicada à arte, um artista pintor que realizou obras de grande mérito. A vencedora recebeu um prémio de 10.000€, e a sua obra passou a pertencer à Câmara Municipal da Marinha Grande. Também foi atribuído um prémio especial de recomendação de aquisição, por parte do júri, a Ana Pimentel, com a peça “O valor das pequenas coisas”.

Nesta exposição o artista homenageado foi José António Duarte Carvalho, marinhense, vulgarmente conhecido por “Zé do Ernesto”. Ficou conhecido por “Zé do Ernesto” por ser filho do conceituado oficial vidreiro Ernesto Duarte de Carvalho. Foi desde muito cedo aprendiz da arte vidreira, uma vez que com apenas 12 anos ingressou na “Fábrica de Vidro Neutro”. Aos 14 anos passou para a Fábrica Marquês de Pombal, onde aperfeiçoou as técnicas do ofício. Aí trabalhou, a par com o seu pai e também com o seu irmão. Fora das horas de trabalho “Zé do Ernesto” ia fazendo as suas próprias peças artesanais. De aprendiz passou a quinto ajudante, de quinto ajudante passou a quarto ajudante, até que, ainda jovem, chegou a oficial vidreiro, conseguindo uma função que até então pertencia ao seu irmão. Para além da Fábrica Marquês de Pombal, também esteve na Vicris e, mais tarde, na Crisal. Depois de ingressar na Ivima fez inúmeras peças, tanto na produção em série, como em peças artísticas únicas. Durante 60 anos exerceu esta arte mostrando o seu engenho e a criatividade para com a sua actividade. Para “Zé do Ernesto”, o vidro tinha de ser tratado, com um homem deve tratar uma mulher, com delicadeza. “Zé do Ernesto” faleceu em 2004, aos 76 anos.

6ª Bienal de Artes Plásticas – 2006

A Marinha Grande acolheu mais uma enorme festa de cultura, com a realização da 6ª Bienal de Artes Plásticas – Prémio Pintor Fernando de Azevedo, que decorreu de 23 de Setembro a 29 de Outubro de 2006, no Parque Municipal de Exposições.

O evento foi organizado pela Câmara Municipal da Marinha Grande e contou com o patrocínio da empresa Gallo Vidro SA. A direcção artística esteve a cargo do artista plástico João Luiz Costa.

O primeiro dia da Bienal contou com a presença de cerca de duas mil pessoas. O músico Rão Kyao e a fadista Deolinda Bernardo abriram o certame, com um concerto que fez o público aplaudir de pé a sua actuação.

Através da iniciativa “Bienal Saiu à Rua”, a Câmara Municipal procurou envolver os artistas e artesãos do vidro, com mostras e trabalhos ao vivo em diversos pontos do concelho e da cidade; procurou envolver o público nesta manifestação cultural com a temática da arte vidreira - uma das marcas da terra.

O Júri da Bienal foi composto por: a Pintora Emília Nadal, Presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes; o Escultor José João Brito, Vice-Presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes; a Escultora Luísa Gonçalves, Directora da Cooperativa Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas CRL; e o Consultor Técnico António Noivo.

A apreciação e a selecção dos trabalhos ocorreram nos dias 19 e 20 de Junho, no Parque Municipal de Exposições da Marinha Grande. De um total de 227 obras, da autoria de 162 artistas apresentadas a concurso, o Júri seleccionou 115 obras de 93 artistas, de países como Alemanha, Bulgária, Espanha, França, Holanda, Itália e Portugal.

O Júri deliberou atribuir por unanimidade o “Prémio da Sexta Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande – Prémio Pintor Fernando de Azevedo”, no valor indivisível de dez mil euros (10.000 euros), sujeito a imposto legal, à obra “Desafio” da autoria de Leonel Domingues Passagem, “pela força simbólica e actualidade estética da obra e pela justeza da sua realização plástica”.

O Júri, tomando em consideração o conjunto das obras em concurso e na impossibilidade de se atribuir o Grande Prémio em ex-aequo, propôs à organização da 6ª Bienal de Artes Plásticas a atribuição do Prémio Especial do júri, com recomendação de aquisição por parte da Câmara Municipal da Marinha Grande, à obra “Mesa” da autoria de Alberto Vieira, justificando a sua escolha pela qualidade conceptual da proposta, simplicidade e rigor da sua concretização plástica.

O Júri distinguiu ainda com seis Menções Honrosas as obras: “Abriu-se o Saco de Veludo” da autoria de Inez Wijnhorts; “Vidro Implodido” da autoria de Rocha da Silva; “Orgósmico - Os Adereços de Cri-Cri” da autoria de Ferreira da Silva; “Dualidades Inside Protector” da autoria de Arlindo Arez”; “Porque o mar é o meu caminho para casa…” da autoria de Cristina Camargo; “Mar de Lágrimas de Cristal” da autoria de Alberto Gulias;

A 6ª Bienal homenageou a artista marinhense Olinda Colaço, pela valia e qualidade artística das suas obras. Maria Olinda Gomes Roldão Colaço nasceu na Marinha Grande, em 1945. Possui o curso de Formação Feminina da Escola Industrial e Comercial da Marinha Grande. Participou no workshop e seminário “Vidro, Tradição, Arte e Design” que decorreu na Jasmim e no Centimfe, em Outubro de 1998; e no curso de Formação Pedagógicade Formadores I.

Trabalhou como desenhadora gráfica e chefe de secção de desenho e impressão (Serigrafia, prelo e offset), na Gisarte, de 1964 a 1967; na Rolan Decal, de 1967 a 1981, como desenhadora criadora, tendo sido chefe das secções de desenho, fotografia e serigrafia, foi autora de centenas de autocolantes sobre o 25 de Abril de 1974, num total de 14 anos.

Desenvolveu o trabalho de artista plástica “freelancer”, desde 1973, desenvolvendo este trabalho a tempo inteiro desde 1980.

Em 1965, executou o projecto de antevisão da Piscina de S. Pedro de Moel, a pedido do Sr. Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande). Um ano depois, realizou o primeiro pergaminho para o Vaticano, a pedido da Câmara Municipal de Leiria. Nesse ano, autorizada pela Walt Disney, desenhou todas as figuras que envolveu a História da Branca de Neve e os Setes Anões; e preparou o 1º catálogo a cores da Fábrica Escola Irmãos Stephens.

Em 1968, executou dois pergaminhos para o Vaticano a pedido das Câmaras Municipais da Marinha Grande e de Leiria. Nas décadas de 70, 80 e 90 seguiram-se muitos trabalhos para entidades oficiais, como alguns retratos em jarrões de vidro (do Dr. Mário Soares), a óleo sobre a tela (Dr. Almerindo Marques, esposa e filho), pergaminhos para protocolos de geminação das cidades de Tokochima, Fontenay Sous Bois, Fundão, Montemor-o-Novo e Vila real de Santo António;

Em 2000, uma tela da sua autoria foi seleccionada para participação da II Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande e integrou a exposição sobre arte do vidro em Segovia, Espanha.

Realizou diversas exposições individuais e colectivas, em galerias de arte e espaços expositivos em Águeda, Alenquer, Arganil, Barcelos, Braga, Coimbra, Estoril, Famalicão, Figueira da Foz, Guimarães, Leiria, Lisboa, Maia, Marinha Grande, Miranda do Corvo, Pombal, Porto de Mós, Póvoa do Varzim, Santarém, Santo Tirso, São Pedro de Moel, Viana do Castelo e Vila Moura. De entre as exposições individuais, destaque para as realizadas em França e Holanda.


Tipo de Evento
Exposições

Web Site
http://www.cm-mgrande.pt

Data(s) do evento
De 09-06-2008 a 14-06-2008 - Entrega das obras a concurso
Distrito: Leiria
Concelho: Marinha Grande
De 20-09-2008 a 19-10-2008
Distrito: Leiria
Concelho: Marinha Grande

Entidade(s) do Evento
Câmara Municipal da Marinha Grande


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